Identidade

1. Quem Somos - a visão teológica da Comunidade de Jesus:

Primeiro e antes de tudo, somos Cristãos, o que significa ( ou deve significar efetivamente, na nossa prática e conduta ) que Somos discípulos de Jesus de Nazaré, o Messias, O Cristo, nosso Salvador,  Senhor Mestre e modelo de vida. Em que creem os cristãos/discípulos de Cristo?  Nossa fé é bíblica e foi ensinada pelos Apóstolos. Essa fé pode ser primeiro resumida no conjunto de afirmações chamado de  Credo Apostólico:

“Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.

E em Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu e está sentado a direita de Deus Pai, Todo-Poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, na comunhão dos santos,na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.”

Entendemos, no entanto, que, lamentavelmente para muitos, “ser cristão” não necessariamente significa ser discípulo ( aluno, aprendiz )  de Jesus de Nazaré. Ser cristão , para muita gente, pode resumir-se a aceitar nominalmente que há um Deus , que a Bíblia é  ( deve ser , em alguns assuntos) verdadeira e que Jesus deve mesmo ( até que se prove o contrário )  ser Deus – e que isso é bastante “para nos levar para o céu depois da nossa morte “. De onde tiramos essa triste, patética constatação? Do fato de que para a grande maioria dos cristãos seguir a Jesus é frequentar uma igreja e , quando necessitado, orar a ele , ao invés de a Buda , Alá ou a uma outra divindade/entidade. Ser ( católico ou evangélico ) praticante resume-se a...frequentar de modo cada vez menos comprometido, diga-se de passagem, uma igreja ! Nada mais distante do proposta bíblica !

Discordamos dessa proposta  caricaturada, estéril de cristianismo –  algo assim é absolutamente irrelevante! O Novo Testamento deixa bem claro que a intenção de Jesus não foi fundar uma outra religião-muleta, para acalmar nossos sentimentos de culpa e medo da morte: Ele quis  salvar pecadores ( Mt 9.13, 1 Tm 1.15  ) e fazer discípulos ( Mc 1.14-20, 3.13-19, Mt 28.16-20   ). Apenas 5 vezes aparece “cristão no Novo Testamento “ e mais de 250 vezes “discípulo”. Discípulo é quem verdadeiramente submete-se à disciplina ( orientação, ensino )  de um Mestre,  com quem relaciona-se direta e constantemente. Discípulo conhece seu Mestre e é por ele conhecido. Discípulo é um aluno que pratica o ensino de alguém, a quem imita.[1] Na nossa visão teológica[2] fundamentada nas Escrituras Sagradas e na ortodoxia ( doutrina, ensino correto ) do cristianismo histórico, reformado e evangélico, torna-se verdadeiro discípulo de Cristo quem , na sua condição de pecador, perdido em si mesmo e nos enganos do mundo sem Deus,  é salvo por Ele, por sua Graça[3] :  depois de ter sido escolhido , é chamado por Ele , e, então,  pela escuta/resposta ao Evangelho , é regenerado e nasce de novo, arrepende-se da vida do pecado    ( isto é,  metanóia:  mais do que remorso, mudança de mentalidade  e, consequentemente, de vida) e assim, pela Graça ( favor da parte de Deus que não merecíamos ) , sendo justificado e recebendo o perdão dos seus pecados, noutras palavras, o livramento da condenação do pecado .

Esse é o ponto alto do  começo da salvação, a justificação (  Rm 8.29,30,  Ef 1.4-6  ) .  Então, essa pessoa nova, perdoada e salva, é adotada por Deus como seu filho(a)  e irmão (ã)  de Jesus. Torna-se agora parte legítima e herdeira da sua família, tendo Deus como seu “Pai que está nos céus”, nas palavras de Jesus no Sermão do Monte , especialmente no Pai Nosso ( Mt 5, 6 e 7 ). “intimidade , afeição  e generosidade são os pontos altos desse relacionamento “ [4]. Mas o verdadeiro seguidor de Jesus Cristo não para por aí.  A justificação não é apenas perdão. É, livre de toda e qualquer condenação, poder desfrutar outra vez da comunhão com Deus. A justificação não é santificação. Justificar é declarar uma pessoa justa/inocentada.[5] “O contrário da justificação”, diz John Stott, “é condenação”.[6] Entendemos, assim,  pelo claro ensino bíblico que  a salvação  , um processo divino, maravilhoso e gracioso, sem mérito humano. A justificação – ter os pecados perdoados e ser declarado justo, inocentado por Deus na Cruz de Cristo,  mesmo sendo o ponto central,  trata-se do inicio da vida cristã, da vida  do Discípulo no Reino . Para muitos , no entanto, a salvação começa e para por aí.

Os “cristãos“, sejam católicos romanos ou protestantes podem até , quando muito, pensar assim.  Mas verdadeiro discípulo de Jesus avança. Para onde? Para a santificação, para a transformação do ser, que “consiste no processo de se conformar cada vez mais à imagem e ao caráter de Cristo ( Gl 4.19 ) . É vida em comunidade e comunhão com os irmãos na igreja. É também testemunho e serviço para um mundo carente”.[7] Santificação é simples e resumidamente a libertação do poder do pecado. É , paulatinamente, ver-se livre dos hábitos e práticas dos que ainda não nasceram de novo, ainda não aceitaram o Evangelho, arrependeram-se e foram regenerados – tornando-se filhos de Deus  , discípulos de Jesus e templos do Espírito Santo. 

É, portanto, um processo – palavra muito importante -  em parceria e cooperação com Deus: o discípulo de Jesus, especialmente pela prática disciplinada da renovação da mente pelo estudo , meditação e memorização das Escrituras, oração fervorosa e constante e a engajamento e participação da igreja , a comunidade dos demais discípulos – e muitas outras disciplinas espirituais praticadas por Jesus , pelos apóstolos e demais homens e mulheres de Deus na história[8] Não se trata de busca de ‘perfeição‘ , falso moralismo e hipocrisia religiosa, como no triste exemplo dos fariseus, seita judaica do tempo de Jesus ( e revivida de certa forma em muitas de nossas igrejas hoje ) mas de transformação. E há um papel que é  claramente nosso nesse processo ( Rm 12.1,2 ; Fl 2.12 , por exemplo ) . Graça é contrário de mérito, não de esforço ! A Graça não apenas nos salva – é a poder para vivermos a salvação .

Quando Deus nos dá um mandamento, Ele nos capacita a obedecê-lo ( 1 Jo 5.3 )

O Mandamento  ( a Lei Moral de Deus ) se resume no amor – a Deus e ao próximo. ( Mt 22.40 )

Aprender a amar, eis o significado da santificação e a mudança de caráter que precisamos ! (1 Jo 2.7 )

Se cremos em tudo isso, como disse Paulo,  “ vivamos uma vida nova “ ( Rm 6.1-4 )

                                          ***

O discipulado, portanto, consiste em  seguir e obedecer “’todas as coisas que Ele nos ensinou “, nas palavras de Mateus  28.20, o que  necessariamente implica na transformação do ser, do caráter, da vida. Quando lemos os Evangelhos e as Epístolas tanto de Paulo quanto dos demais apóstolos, fica bastante evidente a intenção de Deus de que a sua igreja ( assembleia )  fosse uma comunidade do caráter[9], marcada por uma vida nova ( por exemplo,  Jesus, no Sermão do Monte – Mt 5, 6 e 7 -  e magníficas passagens nas epístolas paulinas, como : Rm 6.1-14 ; 12.1-21; 1 Cor 13; Gl 5.16-26; Ef 1.3-12; 3.14-21; 4.11-16; 4.22-32; 5.1-33; Fl 1.9-11;27; 2.12-16 ; 3. 12-21; 4.4-7 ; Col 1.9-14; 21-23; 2.6-10; 3.1-17; 1 Ts 3.12-13; 4.1-11 ) , radicalmente dedicada a amar a Deus com todo o ser e ao próximo como a nós mesmos ( Mt 22.37-39 )  e , como resultado desse amor, servir a todos, sobretudo aos mais carentes e necessitados ( Sl 82.3; Tg 1.27 )  e ser, nas apenas e palavras mas em ação e obras – a fé sem obras é morta , para citar a contundente frase de Tiago ( 2.14-26 ) , expressão poderosamente visível, concreta e palpável do Reino de Deus.

O Reino de Deus é o centro da pregação e do ensino de Jesus – e de toda a Bíblia .

O Reino de Deus é onde a sua vontade é verdadeiramente obedecida.

Nada ou ninguém levou tão radicalmente a vontade de Deus a sério e a cabo.

Jesus é  Reino de Deus entre nós.

Quem o seguir, verdadeiro Cristão, verdadeiro discípulo, mostra ao mundo o que é o Reino de Deus e o faz pela semelhança que tem de Jesus, em palavras, caráter e poder.

Esse é o primeiro e principal item do nosso DNA , da nossa identidade e da nossa busca como Igreja de Cristo: ser uma comunidade formada por verdadeiros seguidores, imitadores e amigos-servos de Jesus, de Deus ( 1 Cor 11.1; 4.16;  Ef 5.1 ) ,  de gente que deseja assumir o seu caráter ( Gl 3.17) , demonstrar e viver o poder da  sua vida  (2 Cor 4.10-11), morte     ( Rm 5.10) e Ressurreição ( 1 Cor 6.14 ; 15.12-19 ) . Tudo o que Jesus ensinou é para ser  praticado : “ Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele". ( João 14.21 ) Não se trata de dogma ( algo para ser simplesmente crido e pronto )  nem lei ( algo para ser simplesmente obedecido e ponto ) .[10] Trata-se de vida, vida e mais vida. Conhecer a Deus, conhecer a Jesus é conhecer a Vida Eterna ( Jo 3.36 ; 17.3 )  Que a nossa igreja, a Comunidade de Jesus, seja assim, cada vez mais, pelo seguimento do Seu ensino e imitação da Sua vida ( hábitos, práticas ),  adorando ao Seu Pai, pela Sua Graça, no poder do  Seu Espirito Santo,  uma comunidade de vida, vida eterna! 

 

Segundo, somos Reformados

O que é ser reformado?

É crer nos pilares da Reforma Protestante (Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus e Soli Deo Gloria: em português somente as Escrituras, somente a Graça, somente a Fé, somente Cristo e a Deus toda glória) e na doutrina da Graça como sendo Bíblica. 

- Enfim, resta afirmar o que não somos e no que não acreditamos: 

 

*Não somos Teologicamente Liberais, que abraçam a cultura sem discernimento, comprometendo as distinções do Evangelho de Cristo
*Não somos Fundamentalistas, supostos possuidores da verdade, e que evitam envolvimento cultural e mudanças, mas ao invés disso missionários fiéis ao contexto das Escrituras e do tempo/lugar histórico.
*Não somos sectários, mas buscamos parcerias com cristãos de semelhante orientação
* Não somos Ultra-calvinistas, preocupados com questões secundárias, mas procuramos orar e evangelizar e realizar boas obras porque cremos que o plano Soberano de Deus e a história da Redenção vai se realizando em nós, seu povo.
*Não somos Dispensacionalistas Clássicos, e cremos que detalhes incertos sobre a Segunda Vinda de Cristo que tanto causam divisões e contendas não são claros biblicamente para nós.
*Não somos Teístas-Abertos mas cremos na Soberania de Deus, seu conhecimento e o controle de Deus quanto ao futuro e todas às coisas.
*Não somos Universalistas, e cremos que não há salvação fora da fé no Senhor Jesus Cristo.
*Não somos  Moralistas ou Legalistas tentando, pela suposta força das regras religiosas, ajudar as pessoas a viver uma vida melhor, mas evangelistas trabalhando para que as pessoas a viver uma vida melhor, mas evangelistas trabalhando para que as pessoas possam se tornar novas criaturas em Cristo Jesus.
*Não somos Relativistas e abraçamos as Escrituras como nossa maior autoridade acima de coisas como a cultura, a experiência, a filosofia e outras formas de revelação
*Não somos Naturalistas Céticos e cremos que Satanás e os demônios são reais inimigos de Deus em ativa nesse mundo, mas abaixo, muito abaixo, não no mesmo nível, do Deus Vivo e Todo-Poderoso.
*Não somos adeptos nem simpáticos a suposta "teologia" da prosperidade, aberração doutrinária que tem muito a mais a ver com práticas de Mercado e manipulação da religiosidade popular.

 

Terceiro, somo Batistas: 

Através dos tempos, os batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios:

1º) A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta.

2º) O conceito de igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas.

3º) A separação entre igreja e Estado.

4º) A absoluta liberdade de consciência.

5º) A responsabilidade individual diante de Deus.

6º) A autenticidade e apostolicidade das igrejas.

 

Quarto, somos Evangélicos:

 Historicamente, o Movimento evangelical caracteriza-se por  enfatizar :

1) a Conversão, o Novo Nascimento. a regeneração do coração e do caráter, a partir de um fé viva e pessoal em Jesus Cristo segundo as Escrituras;

2) a centralidade das Escrituras Sagradas, a Bíblia, como nossa regra de fé e prática;

3) a proclamação do Evangelho do Reino de Deus, seguindo o exemplo de Jesus; 

4) o reconhecimento da obra de Cristo na Cruz , sua ressurreição e promessa de retorno como sendo a base da nossa fé e vida cristã;

5) um engajamento na sociedade, visando a transformação da mesma - ou seja, não apenas  as "Boas Novas do Evangelho" mas também as "Boas Obras do Evangelho". 

E, como consequência, concordamos integralmente com o documento chamado Pacto de Lausanne, gerado pelo Congresso Internacional de Evangelização, realizado em 1974, em Lausanne, na Suíça, com ativa participação de 2700 representantes de 170 países. Seu idealizador foi o Dr. Billy Graham, pastor Batista e o principal redator e coordenador dos trabalhos de redação, o Ver. John Stott, Anglicano. O tema de Lausanne, válido ainda hoje, é “A Igreja Toda levando O Evangelho Todo para o Homem Todo”.

Assim, subscrevemos tanto o Pacto de Lausanne quanto no documento Manifesto de Manila (Lausanne II, Manila, Filipinas, 1989, que reuniu 4300 participantes de 173 países), nos quais  é afirmado e por nós concordado que, como Cristãos Evangélicos:

- Cremos na inspiração da Bíblia, a única infalível Palavra de Deus, cuja autoridade e veracidade é inquestionável.

- Cremos que há um só Deus, eternamente existente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.

- Cremos na divindade do nosso Senhor Jesus Cristo, no Seu nascimento virginal, na Sua vida sem pecado, no seu sofrimento e morte vicários por meio do derramamento do seu sangue, na sua Ressurreição no corpo, na Sua ascensão à direita do Pai, e no Seu retorno pessoal em pode e glória.

- Cremos que para a salvação dos nossos pecados precisamos da regeneração por meio do Espírito Santo.

- Cremos no presente trabalho do Espírito Santo, que nos capacita a viver uma vida virtuosa.

- Cremos na Ressurreição, tanto para a salvação quanto para a perdição eterna.

- Cremos na unidade espiritual dos crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, o que nos faz transcender cor denominacional e o que nos estimula a postura ecumênica, de respeito aqueles que crêem em Jesus Cristo e que, no que não é essencial à fé cristã, bíblica e apostólica, de modo distinto de nós.

 

Quinto, somos Missionais:

●      Cremos que nossa igreja local (e filhas) devem ser fiéis à imutável fé bíblica ( Judas 3 )

●      Cremos que nossa igreja local deve estar atenta e responder adequadamente às contínuas mudanças na cultura na qual ministram ( 1 Coríntios 9: 19-23 )

●      Cremos que a igreja sobretudo no contexto da pós-modernidade deve ser teologicamente ortodoxa e culturalmente aberta.

●      Cremos que nossa missão é levar as pessoas à Igreja de modo a discípulá-las e treiná-las a levar a Igreja e o Evangelho à Cultura como efetivos missionários.

●      Assim, cremos que todo cristão, sem distinção de nenhuma espécie, é um missionário tanto religioso profissional quanto o “leigo”. Diz Karl Barth: “o termo laicato é um dos piores do vocabulário da religião e deveria ser banido da conversação cristã”

●      Cremos que ser uma igreja missional significa ser uma comunidade de pessoas tentando viver sua vocação em Cristo.

Algumas características de uma Comunidade Cristã Missional

●      Uma igreja missional é composta de pessoas que procuram testemunhar de Cristo em seu ambiente de trabalho e vida.

●      Uma igreja missional se engaja na Cultura sem ser absorvida por ela.

●      Uma igreja missional é evangelística e procura anunciar o Evangelho por meio de palavras e obras.

●      Uma igreja missional pratica a hospitalidade e acolhe o estrangeiro com carinho no seu meio.

●      Uma igreja missional a exemplo do que aconteceu em Atos, depende desesperadamente de oração e do poder do Espírito Santo

●      Uma igreja verdadeiramente missional preocupa-se no quanto do Reino tem trazido à Terra e não no quanto de gente tem atraído à seus cultos.

O que não é uma Comunidade Cristã Missional:

●      Um “Supermercado” de bens e serviços religiosos

●      Um lugar onde crentes maduros vêm semanalmente para alimentar-se e supri suas necessidades espirituais básicas

●      Um lugar onde profissionais da fé são contratados e pagos para fazer o trabalho da igreja

●      Um lugar onde professores de Bíblia cumprem o papel que os pais deveriam realizar diária e criativamente com seus filhos

●      Uma igreja com um bom departamento evangelístico e uma boa conferência missionária anual .

Que Deus nos ajude a viver essas propostas, sendo uma comunidade cristã Bíblica, Contemporânea e Relevante.  

 

2. Os valores da Comunidade de Jesus:

Nós, Comunidade de Jesus em São Bernardo, nos comprometemos com um estilo de vida bíblico e holístico que pode ser resumido nos oito valores abaixo, ou seja, nossos rumos como Igreja de Jesus de Nazaré:

Historicidade – Para trás: Cremos e afirmamos a viva fé Cristã, Reformada e Evangelical, compreendendo que fazemos parte de uma linhagem de fé e busca de Deus histórica que começa no Antigo Testamento com os Patriarcas, os Profetas e o Povo de Israel e passa pela Igreja de Jesus de Nazaré, no Novo Testamento, seus Apóstolos, Pais e movimentos de restauração como a Monástica, a Mística Medieval, a Reforma Protestante e o Pacto de Lausanne. Só saberemos para onde ir se soubermos de onde viemos.

Criatividade – Para frente: Entendemos que um dos nossos maiores desafios é lutar o tempo todo e com todas as forças para responder criativamente a questão: o que significa ser cristão e ser igreja nessa geração? O que significa seguir a Jesus de Nazaré aqui e agora? E a isso nos dedicar sem abrir mão da Revelação das Escrituras e da Tradição Cristã (“Tradição é a fé viva dos Mortos – tradicionalismo é a fé morta dos Vivos”, Marva Dawn).

Integridade – Para dentro: Não temos nenhuma dúvida de que o chamamos de Salvação tem a ver com a redenção da nossa humanidade e abraça todas as dimensões da nossa vida. A Jornada para dentro, portanto, é uma jornada cujos passos principais são Espiritualidade e Autenticidade. Cultivar a Vida Interior é cultivar a vida integral, emocional e relacionalmente sadia.

Comunidade – Lado a lado: Todos fomos criados à Imagem e Semelhança de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Reconhecemos essa Imageo Dei ao nosso redor, nas pessoas que conhecemos. Fomos criados para viver juntos. Fomos criados para a Comunidade, para ajudar uns aos outros, partilhar vida e bens, confessar pecados mutuamente, oferecer incentivo e apoio espiritual. A Vida Cristã não pode ser vivida a sós.

Serviço – Para fora: Assim como Jesus revela e expressa o Deus Vivo, Único e Eterno, a Igreja expressa o Reino de Deus, seu sonho e projeto para a Criação. Com a Graça de Jesus e o pode de Espírito, devemos nos esforçar pessoal e comunitariamente para combater a pobreza e a desigualdade social, cuidando daqueles que ninguém cuida, os pobres, os oprimidos e os quebrantados da Terra (Isaias 61. Tiago 1.27).

Adoração – Para cima: Fomos criados para amar e celebrar o Deus da Vida e a vida do Deus Triúno da Graça, que é realidade maior, primeira e última. Adora-lo é mais um estilo de vida do que um ato religioso, num dia específico e dirigido por profissionais. Adoração é a celebração bíblica de que a vida é sagrada, a esperança é real e o amanhã será melhor que hoje. Portanto, afirmamos que sem culto na vida não há vida no culto.

Acolhimento - “Venha do jeito que você é”: Acolher a pessoas do modo que são, mas amá-las o suficiente para que sejam curadas, modificadas e transformadas pelo Evangelho da Graças de Deus. Para criar essa cultura de acolhimento, precisaremos cultivar o diálogo, a humildade, a sinceridade, a aceitação, o crescimento pessoal, a esperança, a pureza moral, a restauração dos quebrantados pela vida e a mentoria constante dos líderes nesses valores espirituais.

Simplicidade – “Menos é mais”: O mundo e a vida estão mais complicados do que nunca. Celebrar a simplicidade é celebrar o discipulado verdadeiro (Lc 12.22, 10.9,10). Complicar as coisas é roubar o tempo para a oração e as disciplinas espirituais, o lazer e o descanso restauradores, a família e os amigos. Quando a Igreja, com seus programas, orçamento, planejamento e atividades estiverem nos adoecendo emocionalmente, está na hora de simplificar. Cremos que é possível combinar o mínimo de Organização e o máximo de Organismo. Menos é mais. Ativismo é doença.

 

3. A Missão da Comunidade de Jesus:

Amar a Deus acima de todas as coisas ( Mt 22.34-40 ), ser uma comunidade de verdadeiros discípulos de Jesus,  bíblica, contemporânea e relevanteservir a todos - sobretudo aos mais necessitados  (  1 Cor 12, Rm 12 ) 

Simples assim. Difícil assim. Mas não poderia ser diferente. Deus nos ajude a sermos fiéis. 

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